É estranho sentir uma sensação de sufoco, numa situação que na verdade não deveria nem mais existir. Sabe quando a gente insiste tanto que a própria situação começa a provocar as consequências? O tempo cobra as lágrimas que eu já derramei. O tempo me pergunta quando vou buscar ir atrás de coisas que me fazem bem. O meu destino me suplica que eu procure outro caminho, antes que eu me encontre envolvida, entretida de novo em algo que não dá. Não vai dar mais nada. Eu percebi depois de tanto tempo que não o conheço. Que passaram-se anos, e conheci alguns defeitos, e poucas qualidades. Não sei bem se as qualidades e o que o me fez apaixonar por ele foram coisas verdadeiras, ou faziam parte de um jogo de conquista. Mas acredito nos defeitos. Porque eles sim as pessoas não conseguem esconder. Podem amenizar, podem procurar disfarçar, mas não escondem. Não por muito tempo. E eu encontrei. Uma menina que foi mimada desde a barriga da mãe não vai aguentar alguém que lhe trate mal, que lhe seja grosso, que lhe esnobe. Pode suportar por amor, ou por achar que algum sentimento no mundo vale você se humilhar e viver algo onde você não é mais quem você era. Hoje eu não sou quem eu era. Aquela menina que acreditava em um relacionamento sincero, sadio, onde as pessoas que estavam nele se respeitavam, eram companheiras, cúmplices. Eu sempre tão parceira, em amizades e em relacionamento, me espanto com as pessoas que não são como eu. Mas haja defeitos também na minha lista. Pelo meu temperamento forte, pavio curto e nenhum pouco de paciência, ajo sem medo, e muitas vezes como uma porta. Acabei pagando por isso. Ainda pago. Pago um coração vazio, com uma ferida enorme, porque não tive coragem de acabar com algo que só existia em mim mesma. Nunca existiu em outro alguém.
'Uma pitadinha de drama, um pouquinho de amor. Uma amostra de experiência, um poço de problemas. Uma busca de respostas, o lugar do desabafo. A solução da minha angústia, o começo da minha história. O conto da minha vida, a compreensão de seres humanos. Os defeitos de uma menina sensível, as qualidades de um temperamento forte. Uma opinião sagaz dos obstáculos e meu maravilhoso mundo.'
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Na alegria, ou na tristeza.
A realidade é verdadeira, mas a gente se cega com os sentimentos. A saudade tampa os sentidos, e a gente não vê o que a pessoa realmente quer, não sente o que ela quer passar, não vê pra onde ela realmente olha, não escuta quem realmente vê as coisas como são, e não fala o que tem que ser dito, esclarecido. É tanto murro que a vida dá, é tanta dor, pra podermos amadurecer, pra compreendermos o mundo, que não é, nem de longe, de fadas. Não adianta fingir que as pessoas mudam, que criarão considerações e te tratarão como você merece. A reciprocidade existe, mas é muito pouco usada. Principalmente quando é você que dá. Vai dar atenção, apoio, amor, carinho, dinheiro, mas não nunca saberá se receberá de volta. Vai receber nem um terço do que merece, ou vai receber o que você realmente quer/precisa. É difícil aprender, porém com tantos obstáculos e obrigação em entender, uma hora você aprende. Na alegria, ou na tristeza.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Com gostinho de quero mais
Encerrando mais um ciclo, terminando uma fase. Estou ansiosa pela nova caminhada que me aguarda, mas com certo receio. Tenho medo dos erros que ainda vou cometer, da repercussão dos meus atos já feitos, tenho medo de promessas. O meu maior receio está em cima da cobrança que faço em cima de mim mesma. Não sei se vou ser capaz, não sei quão forte sou, nem o que me aguarda. Acredito que pude passar por vários momentos que me proporcionaram reflexão. Pude perceber que perderei muitas pessoas de grande importância pra mim, e mesmo assim, o mundo não vai parar para que eu me recomponha. Não adianta acreditar em palavras, e criar expectativas, porque até mesmo nós mesmos costumamos contrariar o que dizemos. Eu aguardo um ano diferente, com mais alegrias, com mais realizações, com mais aprendizado. Queria desejar a todos que amo que amadurecêssemos ou passássemos um ano sem dores, sem sofrimento, sem muita luta. Mas até mesmo a construção do nosso caráter precisa disso. Então, vamos sofrer, lutar, vencer, amar, sorrir, chorar, viver. Viver intensamente, dar as caras. Correr contra o tempo e aproveitar intensamente todas as pessoas e momentos possíveis. Construir lações com raízes, sem pensar em fins, ou outros começos. Recomeços. Temos que fazer o impossível pelo nosso bem estar! Tem que ter fé, tem que buscar fé. Sem Deus nada vai se concretizar, então vamos procurar paz, vamos semear sentimentos bons, para receber de volta. A contribuição para um mundo melhor está em nossas mãos, então, antes de pensar em falar algo, AJA! Tem muitas crianças, muitas pessoas carentes, e até mesmo sua família e amigos esperando sua ação para transformar o mundo deles. Assim, sem egoísmo, e em prol de todos, a sua vida também será transformada. E 2012 vai vir com um gostinho de não-acaba-nunca!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Um brinde à mim mesma
Sou orgulhosa. Bato pé contra tudo que acho injusto, ou que é contra minha vontade. Quero o mundo em torno de mim mesma, não tenho a capacidade de admitir meus erros e pedir perdão com a facilidade de criticar e julgar quem erra comigo. Guardo mágoas. Não consigo esquecer quando alguém que muito admiro, me entristece. Sou teimosa. Quero contestar tudo que me falam, e adoro desafios. Se me desafiar, terá uma bela adversária. Dificilmente dou o braço a torcer. Quero vencer, vencer, vencer! Abstraio. Finjo de surda, muda, às vezes até cega, e passo por essa vida sorrindo, levando as coisas numa boa, apesar de muitas vezes machucada, perturbada. Me tornei mais fria. A vida, com todos os seus obstáculos e seus puxões de orelha, me fez enxergar coisas que eu não queria notar. Me enchi de muralhas, de segredos, de chatices. Não quero mais ser aquele tipo de pessoa decifrável, fácil de ser lida, fácil de ser encantada. O mistério vai reinar em mim. Tentarei me tornar mais amável, carinhosa, compreensiva. E principalmente, dar valor ao que realmente merece valor, e ao que me despertar interesse.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Guardar mágoas das armadilhas do amor é vida.
Não é ódio. Mas dá raiva. Sentir esse frio na barriga, essa respiração ofegante, essa aceleração de batimentos, por quem? Por alguém que nem sequer sente minha falta, quer minha presença, ou fez valer a pena quando tinha ela. Eu valorizei muito um sentimento que só era dado, dificilmente notado, raramente retribuído. Eu quis transformar o mundo, lutar contra todo mundo, brigar com as mais importantes pessoas, e ver que de nada isso valeu. O ser humano é um bicho realmente impressionante. Quanto mais maltratado, quanto mais desvalorizado, mais valor dá. Tratar alguém bem é questão de educação, realmente. Mas endeusar alguém é demais. Endeusar alguém cheio de defeitos, que abriu feridas que não se fecham em você, é masoquismo. Você tende a entrar em um buraco sem fundo, porque quer. E o pior disso tudo, com o maior prazer. Esse joguinho do amor é, sinceramente, a pior coisa que existe no mundo. Quem ama é pisado, até que um dia começa a esnobar a pessoa, e é amada. Pra que tanta burrice? Cadê a racionalidade em perceber que ser amado faz bem? Que se entregar e entrar num relacionamento não faz mal a ninguém? Na verdade, isso evita um milhão e meio de males. Mas demoramos pra entender isso. E demoramos ainda mais pra entender que não dá pra fugir da dor, nem das armadilhas do amor.
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